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Blog de rafael
 


Intrigas

O homem mais poderoso do Brasil hoje atende pelo nome de Paulo Lacerda. Trata-se do diretor-geral da Polícia Federal, o homem capaz, hoje, de colocar escutas em qualquer aparelho telefônico. Até mesmo do irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Chega a imprensa muitos casos de esquemas de corrupção, tráfico de drogas, e de toda sorte de práticas criminosas, que são desmontadas a partir dos grampos federais. Ainda não chegou um só caso de pessoas que tenham sido chantageadas por oficiais da PF depois de terem seu sigilo telefônico quebrado.

Assim, por hora os grampos são bem-vindos. Mas merecem uma análise minuciosa, como fez Elio Gaspari em sua coluna de domingo. No texto, o jornalista descreve o que pode acontecer ao fim dos processos (são mais de 120 mil). O que um inocente que teve sua intimidade invadida pode fazer? Processar o Estado. E, assim como acredito que as escutas estão na legalidade, não tenho dúvidas que um cidadão tem o direito de processar a União caso tenha seu sigilo quebrado, suas conversas monitoradas e nada tenha sido encontrado.

Este é um ponto entre muitos nesta questão. Outro é que estamos criando um departamento capaz de deter informações que podem “quebrar a banca”. Quanto sabe Paulo Lacerda e seus comandados. Do jeito que a lei está sendo aplicada, Paulo Lacerda pode saber tudo o que se pode descobrir. Se não me engano, Paulo Lacerda ficaria no cargo apenas como interino. Um ano era a validade de sua gestão. No entanto, o Ministro da Justiça, Tarso Genro, já o confirmou como titular. Não estou dizendo que a mudança de posição pode ter a ver com os grampos. Ela tem. O ótimo desempenho da PF se deve principalmente pelos grampos. É graças a esta prática que Lacerda despontou como um competente diretor-geral da instituição. E é graças aos grampos que Lacerda sabe demais.

 



Escrito por rafael às 14h03
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Esqueçam o Cavalo de Madeira

 

A guerra que está sendo travada entre as diversas forças policiais (Militar, Civil e FNS) e traficantes no Complexo do Alemão começa a ganhar contornos históricos. Em todos os sentidos. Primeiro, porque já são quase dois meses de tiroteios, dezenas de mortos, outras dezenas de feridos, trincheiras e tiroteios diários. É cada dia mais freqüente escolas e comércios serem fechados e moradores impedidos de entrar em suas casas. E até algumas granadas sendo detonadas. Tem até carro blindado derrubando muro e tudo.

Pelo menos neste pedaço (não tão pequeno) da Cidade Maravilhosa o cotidiano se assemelha em maior ou menor grau (dependendo do dia) ao de moradores da Faixa de Gaza, de Bagdá ou Cabul. Neste pedaço do Rio, a guerra civil está mais que declarada, até pela duração do confronto. Mas o mais interessante, a meu ver, é a estratégia que está sendo tomada pelo lado da polícia carioca. É no mínimo novo, ao menos para mim.

A situação não é nova, novos são os detalhes do que ocorre no Alemão. A Rocinha, por exemplo, já sofreu com algumas guerras entre traficantes. Foi em local como a Rocinha que se evidenciou a tática mais corriqueira da polícia: invadir, matar e ocupar. Detalhe interessante: entre os mortos quase sempre estava o líder do tráfico e a ocupação se dava durante um período curto de tempo. Após a saída da polícia, um novo líder do tráfico surgia, ou o rival daquele que morreu assumia. A polícia atuava como a “urna” que elegia qual facção criminosa renderia uma comunidade inteira. Até o próximo confronto.

Voltando ao Alemão, temos a aplicação de uma tática militar histórica de cerco. Tal qual aconteceu em Tróia, que foi cercada por Gregos, os traficantes do Alemão estão cercados por policiais em todos os lados. Segundo fontes oficiais, a polícia impede armas e drogas de entrarem no complexo de favelas. Os gregos, por sua vez, impediam o acesso à comida e água aos troianos. Em comum nos dois casos: a população civil sofre. A polícia ainda não invadiu a favela e espera pacientemente que as balas acabem, ou que os próprios traficantes consumam as drogas que seriam vendidas para os usuários do asfalto, minando a fonte de renda para comprar mais armas, balas e pagamento dos soldados.

Os resultados finais disso tudo ainda aparecerão, mas a tática da polícia do Rio mudou, e poderia ser louvada, pois é uma das maiores cobranças das comunidades que convivem lado a lado com os traficantes, mas não será neste caso. A alteração no comportamento não foi planejado a longo prazo, e nem visa proteger o cidadão. Escolas fechadas, uma dezena de mortos, outras dezenas de feridos não compõem um histórico que nos permita avaliar que é uma estratégia que vise o bem da população honesta que vive no complexo do Alemão.

Pelo contrário, a nova linha de atuação foi definida pelas circunstâncias do conflito. Toda vez que tentaram entrar na favela, os policiais foram rechaçados a bala pelos traficantes, que ainda zombam da autoridade governamental se exibindo para câmeras. Mas que não se iludam, os caras que mandam nos morros não são apenas exibidos. Estão se especializando cada vez mais em táticas militares. Trincheiras, mapeamento da área de conflito e emprego de tecnologia para comunicação são algumas das “novidades” apresentadas pelos traficantes. Isso sem falar da propaganda de guerra que fazem quando entram na freqüência de rádio da polícia e o treinamento de “snipers” (atiradores de elite). A solução foi o cerco, onde todos sofrem muito. Como na guerra histórica, os traficantes montaram no Alemão uma fortaleza que se mostra impenetrável pela polícia, até o momento. Como na guerra histórica, a solução para o fim do conflito será o emprego de inteligência e astúcia. Uma sugestão à cúpula da polícia: esqueçam o cavalo de madeira.



Escrito por rafael às 18h15
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O Limbo tá cheio

 

A oposição ao governo Lula está completamente desorientada, assim como o governo Lula. Vivemos dos ímpetos e impulsos que despertam dos dois lados, ao que parece sem uma estratégia minimamente firme. Quase sempre as atitudes anunciadas dão em algumas coisas, não necessariamente concretas e produtivas. Por fim, elas acabam ficando aí. Se existisse um “limbo federal” ele estaria lotado de ações inócuas lançadas nos últimos seis anos. A Operação Tapa-Buracos (governo) e as CPI’s (oposição) são bons exemplos de estruturas que estariam flutuando neste limbo.

O governo sofre de megalomania. Só “faz” coisas grandes. Entre muitos projetos lançados, o de maior sucesso continua sendo o Bolsa Família, que na verdade é um catado de todos os tickets que os governos passados criaram para a galera do porão. Neste novo mandato, o grande chamariz é o PAC, que também é um catado de um monte de coisas que o Brasil precisa, mas que fica mais fácil capitalizar politicamente se criar um nome para tudo o que for feito de agora em diante. Vamos aguardar para ver o que acontece, mas a meu ver o PAC está cada vez mais próximo do limbo.

A oposição continua com a mesma “tática”: a criação de CPI’s. Todas as comissões indo para o limbo, junto com discursos raivosos e vazios e idéias perdidas. A última delas é a CPI do Apagão. Quem se lembra do furacão no início do governo, da queda de braço entre opositores e governistas? E quem está acompanhando a CPI? Agora pouco surgiu a notícia de que a ministra do Turismo Marta Suplicy vai ser convocada para “explicar” o fato de ter mandado o pessoal que enfrenta as filas nos aeroportos “relaxar e gozar”. Se fosse uma CPI séria, não perderiam tempo com isso. Não perderiam tempo com a Marta. Tá tudo indo pro Limbo. E o Limbo tá cheio

 

 

 



Escrito por rafael às 13h14
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A volta da Guerra Fria

 

O mundo está bem perto de viver uma nova Guerra Fria. As relações entre EUA e Rússia estão tão estremecidas agora como estiveram entre as décadas de maior tensão (60,70 e 80). Alguns personagens e os “campos de batalha” são diferentes, outros nem tanto assim.

Comanda os EUA um republicano com tendências bélicas claras. Comanda a Rússia um ex-agente da KGB (mais direto impossível). A crise passou a ganhar contornos preocupantes quando os americanos afirmaram que vão implantar o “Escudo Antimíssil”, um sistema de proteção ao ocidente de projéteis de longo alcance vindos de países do lado oriental. Como resposta, Moscou testou com sucesso esta semana um novo míssil que carrega “ogivas múltiplas”, que são os mais difíceis de serem interceptados.

O clima é tem ficado cada dia mais tenso, com declarações e ações ameaçadoras dos dois lados. O mais nítido de que a guerra fria está para voltar com força vem das próprias declarações. A cada acaso diplomático, figuras expoentes do Kremilin ou da Casa Branca vem à público dizer que está descartada a volta da guerra fria. A história ensina que não há necessidade de se desmentir algo mais de uma vez sem que esse algo esteja realmente acontecendo.

Sem entrar em luta direta (nunca entraram), mais uma vez Rússia e EUA se vêem em lados opostos em questões polêmicas internacionais. No passado, Vietnã e Afeganistão foram palco de confrontos indiretos entre americanos e russos. E com detalhe curioso: tanto EUA (Vietnã) quanto Rússia (Afeganistão) perderam suas guerras. Atualmente, os EUA estão em guerra aberta no Iraque. A insurgência iraquiana é acusada pela Casa Branca de ter apoio do Irã, que tem na Rússia um grande parceiro comercial, inclusive para compra de material militar.

Nos atos mais recentes, Bush disse que o escudo que pretende instalar visa proteger a Europa e EUA principalmente do Irã, que compra material russo. O líder Russo Vladimir Putin, por sua vez, declarou abertamente que vai retomar a posição que seus mísseis tinham na época da Guerra Fria. Isso significa que vai apontar seu arsenal para a Europa, onde estão alguns dos principais aliados dos norte-americanos. Talvez nós não tenhamos a noção exata do que isso signifique. Mas para nações que viveram períodos de intensos bombardeios durante as maiores guerras do mundo e em seguida passaram pela primeira Guerra Fria, as lembranças devem estar bem vivas.

Aliás, as relações entre Moscou e Londres também são ruins, fechando o triângulo Washington-Londres-Moscou, que representavam os maiores atores do antigo período de Guerra Fria. A mais nova crise entre as nações européias começou quando um ex-espião russo se mudou para Londres e promoveu diversos ataques contra Putin. Com todos os requintes de um filme de James Bond, o ex-espião morreu envenenado por um material radioativo, provavelmente quando tomava um café com amigos ingleses. Londres acusa um ex-agente da KGB pelo crime. O ex-agente acusa Londres de quere desestabilizar o governo russo.

A América Latina também tem papel central neste cenário. Nunca tivemos o continente tão à esquerda quanto agora. Hugo Chávez (Venezuela), Rafael Correa (Equador) e Evo Morales (Bolívia) se ocupam vez ou outra em atacar os EUA em discursos com cunho nacionalista. Em outras vezes, elogiam justamente o mais antigo inimigo latino do “Tio San”, Fidel Castro. É de animar Moscou. E de preocupar Washington.  Enquanto isso, o Brasil (neutro de tudo) parece ser cada vez mais empurrado a assumir uma posição pró-EUA. Justamente pelas ações de nossos vizinhos mais radicais, que tomam refinarias da Petrobras e ofendem o Senado Federal. Como na época da primeira Guerra Fria, temos de torcer para que a situação atual estacione no plano político. E que nossos dirigentes políticos tenham habilidade para posicionar o Brasil política e economicamente favoráveis à população.

 



Escrito por rafael às 20h11
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Só pra descontrair

 

Verônica Calheiros perdoou o marido, Renan Calheiros, presidente do Senado brasileiro. Mas disse que sofreu muito com a história toda de que o senador teve um filho fora do casamento. Disse que engordou 12 quilos de lá pra cá. Legal a valorização da família e coisa etal, mas se dona Verônica não se cuidar, vai tomar outro chifre.



Escrito por rafael às 16h45
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Esporte em Ação

 

Segue uma curtinha. O Sport de Recife já esteve no caminho da história do Flamengo. O Rubro-Negro Carioca não tem o pentacampeonato brasileiro reconhecido pela CBF justamente por ter se recusado a jogar contra a equipe pernambucana. Agora, o Sport entra na história do Vasco (maior rival do Fla). Por ter jogado contra o Sport, Romário conseguiu o seu sonhado gol mil. Com todas as diferenças e coincidências, tanto o título do Fla quanto a marca de Romário continuarão por muito tempo sendo contestadas.



Escrito por rafael às 22h13
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A coletiva coletividade de Lula

 

São raras as coletivas de Lula. A desta terça-feira foi apenas a segunda vez que o presidente “encarou” de frente os jornalistas dos principais veículos de imprensa do nosso país desde que chegou ao Palácio do Planalto. E pela segunda vez Lula se saiu muito bem. Muito bem mesmo. Não se sentiu acuado em nenhum momento e estava pronto para tratar qualquer assunto que fosse.

Saiu de algumas pequenas enrascadas, daquelas que servem para criar picuinhas internas no governo, como ao comentar a briga entre a ecologista Marina Silva e a ex-guerrilheira Dilma Roussef sobre as licenças ambientais do Ibama. Saiu de boas enrascadas, como quando descartou o terceiro mandato e falou que não fará milagres para subir a cotação do dólar. Aliás, Lula tem respeitado com maestria os recados do mercado. Assim como o Bolsa Família atinge os mais pobres, a condução com o mercado foi o grande trunfo do presidente para conquistar os votos das classes mais altas na reeleição.

E como na política tudo no fim das contas se traduz em votos, Lula, que não é bobo, aproveitou ainda para montar o seu tabuleiro de xadrez. Disse que não será candidato em 2010 ao mesmo tempo em que afirmou que trabalhará para fazer seu sucessor. Como justificativa o presidente ressaltou esperar eleger um candidato que dê continuidade aos planos, ações e idéias que estão sendo lançados em seu governo. Foi um pouco mais humilde ao dizer que vai trabalhar para fazer um sucessor, sem, no entanto, garantir que ele será eleito. Não sei se era isso que Lula queria, mas a repercussão na base foi imediata. Partiu primeiro de quem sempre sonhou em ser o presidente do Brasil, o hoje deputado federal pelo PSB, Ciro Gomes, adiantado como sempre.

Outros da base também já se manifestam. Todos elogiando o desempenho na entrevista e os rumos do governo. Esta é a vantagem da base. Poderão adular o líder sem vergonha alguma ou medo de repreensão algum. Imagino que nos partidos de oposição devem ter muitos políticos doidos para elogiar Lula.

Para a maioria da população, o jogo eleitoral de 2010 ainda não começou. No meio político ele já é discutido desde o final da apuração da eleição do ano passado.  A partir de agora, todo pré-candidato da base terá de se alinhar ainda mais a Lula. E vale lembrar que os maiores problemas de Lula estavam na base. A oposição parece não o arranhar ou afetar de forma mais dramática.  Neste sentido, não será mesmo estranho se um governador de Minas Gerais “pular” para um partido da base. Se o mineirinho for para o PMDB, aí o plano será perfeito. Mais uma vez o “legendão” estaria rachado para as prévias. Na prática, é a tática de dividir para somar. Afastado de Dirceu, Lula faz isso muito bem, pois é assim que funciona dentro do PT. Lula começa a conduzir o Congresso Nacional como um grande PTzão, onde independente da disputa será ele o vencedor.

O couro vai comer na base. Mas será um couro saudável para Lula. Será a briga para ver quem mais agrada o “patrão”. Isso mesmo. Lula agiu como um bom e visionário empresário. Promoveu a competitividade entre seus “funcionários” com a promessa de uma aposentadoria ao final do segundo mandato. Em busca da sonhada promoção, os “funcionários” trabalharão como loucos. Quem ganha é a empresa. Lula depois que se descolou de seus antigos aliados tem se transformado em um grande “patrão”. Quer até mesmo brecar greve.   

 



Escrito por rafael às 10h46
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O aborto em debate

 

A visita do papa deixou um saldo bem positivo ao Brasil, ao contrário do que grande parte da população pensa. Ganhamos um santo genuinamente brasileiro, com todos os benefícios que isso traz a uma nação. A nota triste sobre Frei Galvão é que não teremos um feriado em seu dia, o que pode afugentar novos milagres do santo tupiniquim.  

Mas o melhor é que ganhamos um grande apoio no debate ao aborto. Independente da posição radicalmente contrária do papa Bento XVI sobre o tema (que já tinha sido levantado pelo ministro Temporão), suas declarações devem repercutir durante um bom tempo nos principais círculos de debate do país.

E aí vejo uma grande possibilidade de que o pró-aborto vença o debate e novas regras sejam criadas no Brasil para intervenções (interrupções) na gravidez. Não vou analisar todas as possibilidades que podem dar à mulher o direito de interromper uma gravidez. Uma que sempre me preocupa muito é aquela da mulher que foi estuprada e ainda teve a infelicidade de engravidar do maldito. Acho que estaria do lado desta mulher caso ela decidisse abortar.

Voltando um pouco na história, acho que o pessoal pró-aborto terá nas declarações do papa um grande parceiro. Tudo que o papa condena ganha força. O papa já condenou a violência no Iraque, o sexo antes do casamento, o uso de camisinha e tantas outras coisas que estão aí diariamente e ninguém dá a mínima para o que pensa o sumo pontífice.  Só abro um parêntese no caso da camisinha. Essa o papa condena e ninguém usa por desleixo mesmo. Uma pena. Deveríamos mostrar toda nossa rebeldia contra o conservadorismo católico e transar bastante de camisinha.



Escrito por rafael às 17h18
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Como previsto, os deputados federais de nosso Brasil varonil aumentaram seus próprios salários. Com a medida, os vencimentos dos nossos dignos parlamentaes passarão dos atuais R$ 12.847 para R$ 16.512,09. Isso no mesmo dia em que vetaram um feriado pro Frei Galvão. Isso não é bom sinal. No mínimo deveria dar um azar danado para eles. Todos devemos rezar para o nosso santo e dizer que não temos nada com isso. Apesar de que votamos neles......

Escrito por rafael às 22h22
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Aliás, os deputados aprovaram ontem também o Dia de Frei Galvão, que será comemorado em 11 de maio. Os mesmo deputados também determinaram que esse dia não será feriado nacional. Ou seja, já começamos mal, muito mal com nosso santo. Temos refiados de todos os jeitos, para todos os "santos". Justamente o único brasileiro ficou de fora do calendário (extenso) de feriados do Brasil. Até Tiradentes tem um feriado para ele. E olha que o "mártir" nunca fez nada de tão especial assim. Foi escolhido como um "símbolo" pela república. Agora não poderemos reclamar se os milagres de Frei Galvão migrarem para outro lugar. A Argentina seria uma boa vingança. 

Escrito por rafael às 20h05
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O papa e os deputados

 

Os principais veículos de comunicação do país se ativeram ontem à chegada do papa Bento XVI. O papa não disse nada de novo. Condenou o aborto, valorizou a família, e disse outras coisas que já tinham sido anunciadas que seriam ditas por ele na semana passada, pelo porta-voz do Vaticano.

Enquanto o papa chegava, o plenário da Câmara aprovava por 355 votos favoráveis, 85 contrários e sete abstenções requerimento de urgência para a votação do projeto que reajusta em 28,05% os salários dos deputados e senadores. A urgência abre caminho para o projeto ser votado hoje no plenário da Casa Legislativa, já que passa a ter prioridade para votação sobre os demais. Estou rezando para que Frei Galvão dê um jeito nisso. Vamos meu santo!!! Só vc pra dar jeito neste país.



Escrito por rafael às 17h50
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Pioneirismo

 

As paródias não são novidades na construção do humor. E vejo duas vertentes bem distintas neste gênero cômico. Se por um lado sua contextualização fica obviamente mais clara por ser uma comparação com algo pré-existente, por outro a mesma comparação pode servir de parâmetro para uma avaliação. O julgamento do receptor pode e ficar mais severo, e em geral ele fica mesmo.

Temos hoje dois grupos de comediantes que se “enfiam” de cabeça nas paródias. Um deles é comandado por Tom Cavalcanti e sua equipe. Com imitações impagáveis como a que fez de Roberto Justos, o comediante cearense dá um banho nos “rivais” cariocas do Casseta e Planeta. As paródias feitas pelos cassetas das novelas da Globo chegam a ser sacais e muito sem graça. Dá para rir em uma ou outra oportunidade, mas nada que valha ser o carro-chefe do programa global. As “transformações” das letras de músicas conhecidas e que estão na moda também estão em declínio. São algumas vezes engraçadas e em outras apenas pornográficas ou porcas.

Mas isso tudo que escrevi aqui foi para citar aqueles que primeiro me apresentaram as paródias: Os Trapalhões. Quem não lembra do Didi vestido de Maria Bethânia? Ou imitando Belchior. Ou do mesmo Didi fingindo ser a esposa do Zacarias enquanto tocava ao fundo “amanhã de manhã. Vou pedir um café pra nós dois...”. Aquelas eram paródias inteligente-cômicas e não porno-esculachadas. Independente de quem está aí, para mim os precursores das paródias são Os Trapalhões. Viva eles!!!.



Escrito por rafael às 21h49
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Exemplo

 

As Mães da Praça de Maio completam 30 anos de luta hoje. Com passeatas semanais durante todo este tempo, no início elas tomavam as ruas de Buenos Aires clamando por justiça a seus filhos, desaparecidos (assassinados) durante a ditadura militar argentina.

Apesar de comandarem a nação por um período até certo ponto curto (1976-1983), os militares argentinos protagonizaram alguns dos capítulos mais violentos dos anos militares na América Latina. São mais de 30 mil desaparecidos no país.

Mesmo diante das dificuldades para encontradas para solucionar o sumiço de seus filhos, as mulheres não desanimaram. Seus gritos são ouvidos em todo o mundo e hoje lutam também para acabar com a fome e por uma melhor distribuição de renda. Elas são um exemplo de perseverança e luta. Exemplo que poderia ser seguido por aqui. Parabéns a elas!!!



Escrito por rafael às 13h10
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Essa vai estourar em breve (acompanhem)

 

O ex-chefe da CIA, George Tenet, afirma, em um livro prestes a ser lançado, que a guerra no Iraque foi iniciada sem que fosse realizado debate sério a respeito por parte da administração Bush, e também expressa seu desacontentamento por ter sido usado como bode expiatório nas articulações da Casa Branca para justificar a invasão do país árabe.
"Pelo o que sei, jamais houve uma discussão séria na administração quanto ao surgimento da ameaça representada pelo Iraque", escreveu Tenet em seu livro de memórias intitulado "At the center of the storm" ("No centro da tormenta", em tradução livre), de acordo com a edição desta sexta-feira do jornal The New York Times.



Escrito por rafael às 17h04
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Educação

Deu no "O Globo": Volta Redonda é a melhor cidade da região Sul Fluminense na educação. A oitava em todo o Estado. As que ficaram na frente são pequenas cidades, com média de 10 mil habitantes e quatro escolas. São bem mais fáceis de administrar. Com perdão as demais, Volta Redonda arrebenta!!!!! A nota triste é que o Estado como um todo tá mal, muito mal mesmo na educação, saúde, segurança e geração de emprego.....



Escrito por rafael às 17h20
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